Integrantes da torcida organizada Império Alviverde e a militância do acampamento Lula Livre entraram em confronto na noite de terça-feira (17), no bairro de Santa Cândida, em Curitiba. A briga começou após os participantes do movimento pró-Lula encontrarem os torcedores do Coritiba, que se deslocavam ao estádio Couto Pereira para a partida no Brasileiro da Série B.

Os militantes deixavam a região da sede da Superintendência da Polícia Federal após a decisão da Justiça que proíbe acampamentos no local com pena de multa em caso de descumprimento.

Em nota, a torcida organizada afirmou que a briga não foi planejada. Na versão da Império Alviverde, houve "provocação e tentativa de intimidação por parte dos militantes" e agressões. "Reiteramos que somos uma torcida organizada que vive e respira pelo futebol, não temos nenhuma posição política favorável ou contra a qualquer instituição ou grupo político", declarou a organizada.

Em nota, o PT (Partido dos Trabalhadores) afirma que o acordo com os órgãos de segurança, estabelecidos na última segunda-feira (16), não teria sido cumprido e que o confronto foi provocado pela falta de segurança, enquanto os militantes se deslocavam para cumprir a determinação judicial. O partido afirma que integrantes do MST foram agredidos pelos torcedores.

"A organização do acampamento Lula Livre exige dos órgãos de segurança pública uma resposta quanto ao não cumprimento do acordo estabelecido em reunião. Ainda pede que as medidas cabíveis sejam tomadas e que a segurança seja efetiva nos locais onde permanecem os acampados", cobrou o PT.

Procurada pela reportagem, a Sesp (Secretaria da Segurança Pública do Paraná) informou que deslocou viaturas da Polícia Militar para patrulhamento no local, onde houve um "princípio de confronto" entre torcedores e manifestantes.

"Os locais onde os manifestantes estão acampados não foram informados para as forças de segurança do Estado. O acordo, firmado em reunião na secretaria, previa o uso do Parque Atuba, onde já estava programada a presença de viaturas da Guarda Municipal", justificou a Sesp, que ainda garantiu que a Polícia Civil vai investigar os responsáveis.

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