Depois da intensa movimentação do ano passado, com o cadastramento biométrico obrigatório, o Fórum Eleitoral de Londrina começa o ano num ritmo bem mais tranquilo. Sem enfrentar filas, eleitores que perderam o prazo estipulado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná para o recadastramento, encerrado no começo de setembro de 2013, estão aproveitando para regularizar o título. Segundo dados dos cartórios eleitorais da cidade, 5,2 mil pessoas procuraram atendimento nos últimos quatro meses.
O juiz eleitoral Ademir Ribeiro Richter explicou que a menor parte desse grupo que passou pelo Fórum é de eleitores que tiveram o documento cancelado. "Destes 5 mil, muitos são eleitores que fizeram a transferência para Londrina e jovens que fizeram o alistamento, o primeiro título. Apenas cerca de 1,5 mil são os eleitores que não vieram no recadastramento do ano passado." Conforme o balanço da Justiça Eleitoral, ao final do cadastramento biométrico, houve o cancelamento de 60,5 mil títulos, deixando Londrina com 314 mil eleitores – soma daqueles que passaram pela biometria com os novos eleitores que se mudaram para a cidade ou fizeram o documento pela primeira vez. Richter informou que a multa de R$ 3,51 somente está sendo cobrada dos eleitores que não votaram e não justificaram nas três últimas eleições.
Para votar nas eleições gerais deste ano, em outubro, os eleitores têm até o dia 7 de maio para regularizar a documentação. Ontem, os cinco guichês em funcionamento no Fórum davam conta da baixa demanda. Mesmo não sendo mais obrigada a votar, a aposentada Terezinha de Oliveira Machado, de 74 anos, destacou o interesse por manter os documentos em dia. "Estava em viagem e quando cheguei vi pela imprensa que estavam atendendo e aproveitei para regularizar a documentação. É importante manter os documentos em ordem." O comerciário Oseires Cavaletti aproveitou a passagem pela cidade para fazer a revisão. "Não fiz no ano passado porque moro nos Estados Unidos (EUA) há sete anos e agora estou aproveitando para regularizar o título." Apesar da biometria, ele não deve votar na cidade, pois pretende voltar aos EUA.
Para a aposentada Suely Padilha de Oliveira, a ida ao Fórum Eleitoral foi apenas o início de uma série de visitas a órgãos oficiais para fazer a documentação. "Eu fiz a biometria, mas tive a bolsa roubada no ônibus e levaram tudo. Preciso do título para tirar outros documentos." Também em busca da segunda via estava o estudante Deivid Celestino. "Perdi o título novo e como é ano eleitoral resolvi vir agora, porque está bem tranquilo." Apesar da tranquilidade, o juiz Ademir Richter prevê novas filas nos próximos meses, "quando boa parte dos 60 mil eleitores que tiveram o título cancelado deve procurar atendimento".

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