Após 'bate-boca', votação do mínimo regional é adiada
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quarta-feira, 23 de abril de 2008
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Depois de um longo ''bate-boca'' entre as bancadas da situação e da oposição na Assembléia Legislativa, a votação do reajuste do salário mínimo regional, proposto pelo governo do Estado, ficou para a próxima segunda-feira. Ontem pela manhã, a base aliada conseguiu derrubar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) quatro emendas da oposição ligadas ao reajuste do mínimo. Mesmo derrotadas na CCJ, as emendas seguiram para o plenário à tarde (com parecer contrário da CCJ) para serem novamente apreciadas. Mas a discussão em torno das emendas se estendeu até por volta das 18h30, quando a sessão plenária teve que ser suspensa para a realização de uma solenidade na Casa. Hoje, uma nova solenidade ocupará o plenário, adiando a pauta de votações para segunda-feira.
Entre as emendas rejeitadas na CCJ, estava a de autoria do líder da oposição, deputado Valdir Rossoni (PSDB), que pretendia obrigar o Estado a aplicar o mínimo regional aos servidores públicos (civil e militar) do Estado que recebessem salário inferior (sem contar gratificações ou demais adicionais). O mínimo regional hoje só se aplica ao setor privado. O novo piso regional ficaria entre R$ 527,00 e R$ 548,00, dependendo da atividade de ocupação. Hoje, o piso varia de R$ 462,00 a R$ 475,20.


