O 1º de Maio tem como motes a defesa da democracia, a manutenção dos direitos trabalhistas e a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O 1º de Maio tem como motes a defesa da democracia, a manutenção dos direitos trabalhistas e a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Gibran Mendes/Fotos Públicas



Curitiba – Após o atentado que deixou duas pessoas feridas no acampamento "Lula Livre", localizado nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) promete reforçar o policiamento durante o ato unificado do Dia do Trabalhador, nesta terça-feira (1º). As sete centrais sindicais vão se reunir a partir das 14h, na Praça Santos Andrade, centro da capital paranaense, onde haverá atividades políticas, culturais e shows de artistas como Beth Carvalho, Ana Cañas, Renegado e Maria Gadú.

De acordo com a assessoria de imprensa da Sesp, a Polícia Militar (PM) e as demais forças de segurança do Estado se encontraram com os representantes do movimento e, depois da conversa, elaboraram um esquema especial, para "garantir tranquilidade" nas festividades. Apesar de assegurar o reforço no número de agentes, a pasta não forneceu mais detalhes de como se dará o policiamento. O 1º de maio tem como motes a defesa da democracia, a manutenção dos direitos trabalhistas e a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cumpre pena de 12 anos e um mês de reclusão desde 7 de abril, na sede da PF.

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Segundo a CUT, a Força Sindical, a CTB, a NSCT, a UGT, a CSB e a Conlutas, em nota, os diretos trabalhistas foram extintos pela reforma do "governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP)". Todos os presidentes das centrais e representantes de partidos políticos do Senado e Câmara Federal estarão presentes. Entre eles, a presidente nacional do PT, Gleisi Hofffman; os líderes do PT no Senado, Lindberg Farias; e da Câmara, Paulo Pimenta, e o presidenciável Guilherme Boulos (Psol). É a primeira vez, desde a redemocratização, que as sete maiores centrais se unem no 1º de maio.

Tiros
O acampamento pró-Lula foi atacado por volta das 4 horas de sábado (28). Conforme as entidades que participam da mobilização, duas pessoas ficaram feridas. Jefferson Lima de Menezes, de 39 anos, foi atingido no pescoço e encaminhado à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital do Trabalhador. Nessa segunda-feira (30), ele foi transferido para um quarto de enfermaria. De acordo com o boletim médico, o sindicalista, que é presidente do Sindicato dos Motoboys de Santo André (Grande São Paulo), permanece estável e acordado. Seu estado de saúde em geral é bom.

A outra vítima é uma mulher, ferida por estilhaços, sem gravidade, no ombro. Imagens de uma câmera de segurança divulgadas pela Sesp mostram um indivíduo a pé, que saiu atirando. Ele ainda não foi identificado. Peritos da Polícia Cientifica, policiais militares e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil (PC), estiveram no local, onde recolheram cápsulas de pistola 9 mm. Em nota, as organizações que compõem a vigília disseram que a sorte de não ter havido vítimas fatais não diminui o fato da tentativa de homicídio, "motivada pelo ódio e provocação de quem não aceita que a vigília é pacífica". A PC segue investigando o caso.

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