Após alerta dos bombeiros, galerias da Câmara são interditadas parcialmente
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terça-feira, 15 de maio de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
O presidente em exercício da Câmara Municipal, Ailton Nantes (PP), determinou a interdição parcial de 66 das 200 cadeiras existentes nas galerias do prédio do Legislativo. A decisão foi tomada com base no relatório encaminhado pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil na última sexta-feira (11). O documento é resultado de vistorias realizadas no imóvel pelos dois órgãos, que apontaram aproximadamente 20 itens relevantes para reparos estruturais. Com isso, a sessão ordinária desta terça (15) será a primeira em que os frequentadores da Casa vão enfrentar a restrição de circulação.

Os bombeiros argumentaram que os guarda-corpos estão abaixo do que preconiza a legislação. Nantes não definiu um prazo para promover as modificações. Ele afirmou que vai negociar com a corporação a possibilidade de incluir a situação das galerias no projeto de reforma do Legislativo, que considerará os laudos das fiscalizações antes de lançar a licitação da obra. "Está muito cedo para definir o valor total, mas temos recursos em caixa", disse o vereador.
A previsão é que o edital seja publicado até o final deste ano. Nesse período, a intenção da Câmara é consertar uma série de problemas, como adequar o acesso ao plenário e as vidraças externas. Demonstrando preocupação, Ailton Nantes citou um trecho dos apontamentos feitos pelos bombeiros. "Eles dizem aqui (relatório) que vários pontos estão com infiltrações, e que isso pode provocar desastres. Já dá pra imaginar o risco que corremos se esta reforma não for feita com urgência".
Enquanto isso, o pepista confirmou que iniciou tratativas com entidades para que as sessões e audiências sejam transferidas para outro local. "Não posso revelar os nomes, mas já estamos procurando um lugar que comporte as atividades legislativas. Ele precisa ser amplo e de fácil acesso à população". O prédio da Câmara foi inaugurado há 40 anos. O investimento para a reforma é proveniente de um fundo especial, criado em 2013 pelos parlamentares. Atualmente, o serviço está com R$ 17 milhões armazenados.


