Após 57 faltas injustificadas e 64 atestados, servidora é demitida
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
Fernanda Circhia <br> Reportagem Local 
Uma servidora de Londrina foi demitida após faltar 57 vezes sem justificativa e apresentar 64 atestados médicos entre 2013 e 2016. Ela trabalhava como auxiliar de enfermagem no Centrolab (Laboratório Municipal de Análises Clínicas) e era servidora do município desde 1996.
Conforme o corregedor-geral do Município, Alexandre Tranin, a investigação começou com uma denúncia do RH (Recursos Humanos) da Secretaria Municipal de Saúde. "Na denúncia, foram comunicadas as faltas injustificadas no período de três anos. E, paralelo a isso, foi constatado que os atestados médicos foram apresentados nos mesmos dias que trabalhou no HU [Hospital Universitário] na função de assistente de enfermagem", afirmou Tranin.
Segundo o corregedor, isso configura no estatuto como má conduta e mau procedimento, que são puníveis com demissão. Além disso, as faltas foram descontadas do salário da servidora.
No entanto, a servidora continua trabalhando normalmente no HU, pois de acordo com o corregedor, não há problema em trabalhar em dois cargos públicos, desde que o servidor consiga trabalhar sem que um atrapalhe o andamento do outro.
OUTRAS DENÚNCIAS
Conforme Alexandre Tranin, de janeiro até quarta-feira (26), foram protocoladas 200 denúncias envolvendo servidores. "Doze delas se referem a faltas injustificadas. Mas ainda estão sendo apuradas pela Corregedoria-Geral", ressaltou.
Além da demissão da servidora que foi decretada no último dia 20 no Diário Oficial do Município, outras sete foram realizadas em Londrina. "Quatro demissões, que estavam em andamento, já não cabem mais recurso na esfera administrativa. E duas delas foram por faltas injustificadas", explicou.
Para Tranin, é importante deixar claro porque a falta injustificada gera demissão. "Os cargos públicos visam atender o interesse público. O fato dos servidores não justificarem suas faltas, fere e gera prejuízo ao interesse público e às pessoas que trabalham com eles. Por isso, a irregularidade é considerada grave", pontuou.


