O vereador cassado de Apucarana (Norte) Alcides Ramos Junior (DEM) ganhou a liberdade ontem depois de 90 dias preso na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2). Acusado de formação de quadrilha e peculato, ele conseguiu um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), conforme decisão do ministro Campos Marques, na última sexta-feira.
No entanto, o ministro determinou que Alcides pagasse fiança de R$ 38,3 mil, valor equivalente ao que teria desviado dos cofres públicos, segundo ação do Ministério Público (MP) do Paraná. O vereador também fica proibido de manter contato com as testemunhas arroladas na denúncia.
Na esfera eleitoral, Alcides teve o mandato cassado pelo juiz de Apucarana sob a acusação de abuso do poder econômico e compra de votos. Na sentença, o juiz da 28 Zona Eleitoral, José Roberto Silvério, também aplicou multa de R$ 21,2 mil e declarou a inelegibilidade de Ramos até 2020.
Alcides foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral de comprar votos por meio de medidas assistencialistas, como pagamento de exames, cirurgias, cestas básicas, oferecimento de churrascos, e também utilização da estrutura da Câmara de Vereadores. Estes mesmos casos renderam a acusação de formação de quadrilha e peculato, motivo da prisão.
O advogado Guilherme Gonçalves disse acreditar que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná irá reverter a sentença. ''Acredito que vamos conseguir a reforma da decisão em julgamento que deve ocorrer na semana que vem.'' A reportagem não conseguiu falar com o advogado René Dotti, responsável pela defesa de Ramos na esfera criminal.

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