Aporte da CMTU para bancar limpeza segue para sanção
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sexta-feira, 01 de novembro de 2013
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou ontem, em segunda discussão, o aporte de R$ 10,8 milhões para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Os valores vão garantir a limpeza de terrenos e fundo de vales da cidade. A transferência é necessária para subsidiar o funcionamento da companhia nos últimos dois meses do ano. O caixa foi zerado ontem, mesmo dia em que a CMTU firmou quatro contratos emergenciais para a capina em terrenos das zonas norte e sul, para limpeza dos lagos e retirada de entulhos de fundo de vale. A previsão era de gastos de R$ 1,5 milhão com os quatro contratos.
Carlos Alberto Geirinhas, presidente da CMTU, disse que foi pressionado pelo Ministério Público para que tomasse medidas que impedissem uma possível epidemia de dengue.
Em alguns casos, além de bancar os gastos dos últimos dois meses de 2013, o aporte vai quitar serviços já prestados em setembro e outubro e ainda não pagos, como a prestação de serviços de cooperativas de coleta seletiva (R$ 2,4 milhões); mão de obra (R$ 2,568 milhões) e locação de caminhões para coleta de lixo
(R$ 1,040 milhão); e manutenção da Central de Tratamento de Resíduos (CTR), no valor de R$ 1,32 milhão.
Além disso, os valores vão bancar a taxa de administração do Fundo de Limpeza de Londrina (FUL) pelo gerenciamento da coleta de lixo (R$ 700 mil); varrição de ruas (R$ 500 mil); aquisição de sacos plásticos para recolhimento de recicláveis (R$ 100 mil); combustível (R$ 400 mil) e aquisição de pneus para caminhões do lixo (R$ 200 mil); e segurança do CTR (R$ 72 mil).
Em cima da hora
Apesar da necessidade do aporte até ontem, o Executivo enviou projeto de lei para a Câmara na semana anterior, obrigando os vereadores a enterrarem os prazos regimentais de tramitação para aprovar o texto em uma semana.
Na terça-feira, dia da primeira apreciação, os parlamentares leram o texto e as comissões do Legislativo emitiram pareceres técnicos sobre a demanda durante a sessão ordinária. Geirinhas, o procurador-geral da prefeitura, Zulmar Fachin, e outros técnicos do Executivo acompanharam a votação para dar explicações necessárias.
Ainda assim, o trâmite acelerado não passou impune pelos vereadores. O presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), chegou a dizer que o projeto de lei não era caso para pedido de urgência, mas uma demonstração de falta de zelo da administração municipal. Outros parlamentares também reclamaram da impossibilidade de analisar o pedido com mais calma.
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