Curitiba - Pela primeira vez, a Lei da Ficha Limpa será aplicada efetivamente nas eleições e, para a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, ela será seguida com rigor. Ontem em Curitiba, Cármen Lúcia também destacou que cabe ao eleitor fazer valer a lei que barra a candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados. ''É uma grande conquista e por isso gera expectativa. Essa lei veio da sociedade, e essa mudança realmente se implementa com o aval do cidadão no voto'', disse. ''Uma eleição mais segura e honesta é aquela em que cada cidadão vota limpo, com responsabilidade e honestidade, além de comprometimento. E a lei veio complementar estes anseios dos eleitores e será aplicada rigorosamente'', completou.
Contas aprovadas
A ministra ainda deixou claro que qualquer candidato que queira concorrer às eleições municipais de 2012 terá que ter as contas de 2010 apresentadas e aprovadas pelo TSE. ''Existem alguns pedidos para que esta decisão seja reconsiderada, mas isto ainda não foi julgado. Então prevalece o que já está estabelecido'', afirmou. Até então, bastava o candidato provar que apresentou as contas, independente de elas terem sido aprovadas ou reprovadas.
Biometria
Sobre o uso da biometria pela primeira vez em eleições municipais, a ministra ressaltou que acredita que tudo deve correr dentro do previsto, sem maiores percalços. Neste primeiro ''teste'', serão cerca de oito milhões de eleitores votando pelo sistema de biometria, incluindo os eleitores de Curitiba. ''Esperamos que tudo saia da melhor maneira possível. O sistema vai permitir mais celeridade e transparência ao processo que já é seguro. Servirá de exemplo para outros países, assim como a urna eletrônica já é reconhecida internacionalmente'', contou.
A previsão oficial do TSE é que, até 2023, o sistema biométrico chegue em todo o País. Mas, acredita-se que a meta seja atingida antes, até 2018. Em Londrina, os eleitores devem votar através do novo sistema nas próximas eleições, em 2014.
Redes sociais
Cármen Lúcia também lembrou que um dos grandes desafios para estas eleições será o uso das redes sociais (Twitter, Facebook). ''A quantidade de pessoas com acesso às redes sociais é enorme e não há nada a ser feito em termos de regulamentação. Então não se sabe até onde fica a propaganda política e a liberdade de expressão. Isto terá que ser julgado caso a caso'', disse.
A ministra, entretanto, garantiu que todos os abusos cometidos durante as eleições serão punidos. ''Fraudes, abusos, corrupções, tudo isso terá uma resposta do TSE e dos tribunais regionais eleitorais'', concluiu.

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