Curitiba - A baixa frequência de deputados na Assembléia não evita que os debates sejam acalorados. Na semana passada, os deputados Elza Correia (PMDB) e José Domingos Scarpellini (PSB) trocaram insultos no plenário. Elza, que apóia a reeleição do governador Roberto Requião (PMDB), fez um pronunciamento sobre as obras do governo do Estado.
A discussão entre os dois parlamentares foi provocada pela campanha explícita feita pelo deputado estadual Jocelito Canto (PTB) na tribuna da Assembléia Legislativa. Apesar de o PTB apoiar a candidatura de Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado, Jocelito apóia Requião por conta das obras que ele estaria entregando para o município de Ponta Grossa. ''O Hospital Regional de Ponta Grossa era esperado há muito tempo. E agora o Requião anuncia que ele será realmente construído. Por isso, tenho que apoiar o Requião. Se não posso fazer isso por causa da verticalização, então entrego minha candidatura'', discursou.
Scarpellini que sempre foi oposição e apóia a candidatura de Osmar, ocupou a tribuna em seguida e criticou o ''governo de fantasias'' de Requião. ''Esse é um ano de milagres. Hospitais estão sendo construídos, casas de detenção. Tudo o que não foi feito em três anos, se anuncia agora. O resultado dos governos destes turistas eleitorais já sabemos qual é: a população enganada e as obras inacabadas para que o próximo governador dê conta de terminar'', criticou.
Elza ocupou os tempos das lideranças de governo e do PMDB para defender Requião. ''O governo não está se fazendo de mágico ou de santo, distribuindo agora os pães. As obras deste governo não são virtuais'', defendeu.
Scarpellini pediu um aparte mas Elza privilegiou Neivo Beraldin (PDT). Scarpellini se irritou, dizendo que pediu primeiro para falar. ''Vou te deixar falar porque sou uma democrata, mas na hora em que eu quiser'', respondeu Elza. Os dois discutiram. Scarpellini chegou a fazer comentários longe dos microfones para ofender a parlamentar. Beraldin interrompeu a discussão para pedir que Elza não fizesse campanha no plenário, usando a tribuna. Os espaços, segundo Beraldin, deveriam ser usados para o debate de soluções para o Paraná.
Elza ficou ainda mais nervosa. ''Não tenho usado a tribuna para fazer politicagem ou tentar desqualificar os meus colegas'', rebateu. Elza acabou não dando aparte a Scarpellini. A briga entre os parlamentares foi interrompida com o pedido de ordem do deputado estadual Natálio Stica (PT). Elza deixou o plenário em seguida.

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