Só três deputados apareceram no plenário da Câmara ontem, dia de retomada dos trabalhos no segundo semestre. Sete haviam passado pelas portarias do prédio, conforme registro de funcionários. Número tão reduzido de parlamentares não permite a abertura de sessão, pois são necessários no mínimo 52 dos 513 deputados. O Senado, ao contrário, abriu seus trabalhos e registrou até debates entre o líder do governo no Congresso, José Roberto Arruda (PSDB-DF), Josaphat Marinho (PFL-BA), Bernardo Cabral (PFL-AM) e Geraldo Mello (PSDB-RN). Desde que o Senado instalou rede de televisão a cabo e rádio nunca mais houve problemas de quórum.
Às 9 horas o segundo vice-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PPB-PE), anunciou que não havia número suficiente para a abertura dos trabalhos. Só o deputado Jofran Frejat (PPB-DF) foi testemunha do pronunciamento. Cavalcanti disse que, como de hábito, aguardaria meia-hora. Às 9h30, disse que sete eram os presentes em todo o prédio, o que impossibilitaria o início dos trabalhos. Desta vez as testemunhas foram Frejat, de novo, e o deputado Augusto Carvalho (PPS-DF). Cavalcanti convocou sessão para as 14 horas de segunda-feira (04).
Os senadores ainda não conseguiram se recuperar da confusão surgida com a votação de dois relatórios da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Títulos Públicos. O primeiro, do senador Roberto Requião (PMDB-PR), incrimina dezenas de pessoas, três governadores, ex-prefeitos, o prefeito Celso Pitta (PPB) e operadores do sistema financeiro; o segundo, feito sob a responsabilidade dos senadores Jáder Barbalho (PMDB-PA) e Gilberto Miranda (PFL-AM), livra todo mundo.
Logo que o primeiro vice-presidente do Senado, Geraldo Mello, anunciou a abertura da sessão, o líder do governo no Congresso, José Roberto Arruda, falou sobre a crise das polícias militares.

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