A maioria dos candidatos ao governo do Paraná alega não ter recebido, até agora, doações para a campanha. O site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibilizava ontem apenas os dados relativos a Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB). Ontem era a data para divulgação da primeira prestação de contas parcial dos candidatos que disputam as eleições deste ano.
Gleisi recebeu o maior volume de doações até agora: quase R$ 2,6 milhões. Praticamente tudo veio da direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT). As empresas Seara Alimentos e CR Almeida Engenharia, construtora da família do candidato ao Senado Marcelo Almeida (PMDB), da chapa de Requião, doaram R$ 950 mil cada; a CRBS, gigante no ramo de bebidas, doou R$ 380 mil; e a Safra Leasing, R$ 285 mil. Apenas R$ 15,5 mil vieram de outras fontes, especialmente pessoas físicas.
Requião arrecadou R$ 304,6 mil, sendo R$ 200 mil da Distribuidora de Pneus Vila Velha; R$ 75 mil vieram da Catalini Terminais Marítimos. Outros R$ 20 mil são estimados, ou seja, vieram de prestação de serviços.
As prestações de contas dos demais candidatos não constam no site do TSE. Bernardo Pilotto (Psol) explicou que até o momento entraram recursos apenas para o comitê eleitoral. "Para a minha campanha, especificamente, não houve nenhuma doação."
Geonísio Marinho (PRTB) e Rodrigo Tomazini (PSTU) também seguem sem aporte nas candidaturas. Segundo o coordenador da campanha do PSTU, Marcello Locatelli, "o pouco dinheiro arrecadado foi para o comitê, não para o candidato ao governo". A reportagem não conseguiu falar ontem com Tulio Bandeira (PTC) e Ogier Buchi (PRP).
A assessoria da campanha do governador Beto Richa (PSDB) foi contatada, mas não deu retorno até o fechamento desta edição. A segunda prestação de contas parcial deve ser feita entre 28 de agosto e 2 de setembro.

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