Apenas Estevão havia sido cassado
Brasília - Cassado pelo plenário do Senado ontem, Demóstenes Torres entra para a história como o segundo senador a ter o mandato cassado. Até ontem, o único senador a perder o mandato desta forma era Luiz Estevão, do PMDB, que enfrentou processo por quebra de decoro após acusações de envolvimento no desvio de verbas públicas na construção do prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Em 28 de junho de 2000, Luiz Estevão teve sua cassação aprovada pelo plenário do Senado em sessão e votação secretas. Na época, a reunião durou quatro horas.
Desde lá, outros senadores já sofreram processo de cassação, mas renunciaram antes de uma decisão final dos colegas. É o caso de Renan Calheiros, em 2007, Antonio Carlos Magalhães, José Roberto Arruda e Jader Barbalho, em 2001.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Luiz Estevão acalentou Demóstenes: ''A cassação não acabou com minha vida e não vai acabar com a dele'', disse. Mas Estevão discorda de Demóstenes: mentir é sim motivo para cassação. ''É um caso flagrante de quebra de decoro. O senador tem liberdade, mas isso não o autoriza a mentir'', afirmou o empresário. Ele alegou não ter mentido aos senadores - motivo usado para cassá-lo em 2000, em meio ao escândalo do superfaturamento do TRT de São Paulo.





