Apenas 6% das verbas foram liberadas
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de março de 2004
Sérgio Gobetti<br> Agência Estado 
BRASÍLIA - A crise política em torno do caso Waldomiro Diniz praticamente paralisou a execução orçamentária de 2004, mas nas últimas duas semanas o governo começou a reagir e acelerou o ritmo de gastos. Até o dia 11, segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), o governo havia empenhado termo usado para a autorização prévia ao gasto R$ 554 milhões em investimentos e pago efetivamente apenas R$ 61,6 milhões das despesas do ano.
O montante empenhado representa 6% dos R$ 9,3 bilhões que ficaram livres do contingenciamento e é bem inferior às expectativas criadas na base no Congresso. Ao anunciar a programação financeira do ano, há um mês, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, chegou a prometer que as emendas individuais de deputados e senadores, num total de R$ 1,5 bilhão, já começariam a ser empenhadas em seguida.
De acordo com o líder do governo no Congresso, senador Fernando Bezerra (PTB), a prioridade neste início de ano está sendo o pagamento das emendas já empenhadas em exercícios anteriores - os chamados restos a pagar.


