BogotáDirigentes colombianos pediram ontem à guerrilha das Farc que libere, por razões humanitárias, a sequestrada candidata presidencial Ingrid Betancourt, cujo pai morreu sábado passado sem notícias da filha e será enterrado hoje.
Os rebeldes não responderam os pedidos, que se tornaram ainda mais comoventes quando uma dos filhas da candidata, Melanie (16 anos), pediu à guerrilha que liberasse a mãe para ‘‘demonstrar ao resto do mundo que ainda tem princípios políticos e respeito às pessoas’’.
‘‘Força mãezinha, força como sempre; estamos com você, te esperamos em casa para o velório de seu pai, a quem você tanto ama’’, insistiu a menina, que vive no exterior com seu irmão Lorenzo (13) e chegou este fim de semana em Bogotá para o velório do avô.
O ministro colombiano do Interior, Armando Estrada, disse que o governo ‘‘faz seu o clamor nacional e internacional para que as Farc liberem a doutora Betancourt’’.
Estrada também pediu ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) que se encarregue da liberação da candidata e descartou a possibilidade de executar uma operação militar para resgatá-la.
Ingrid Betancourt foi sequestrada pelos guerrilheiros a 23 de fevereiro.

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