Curitiba Com os candidatos ao governo apelando para calcinhas e o diabo, para atacar seus concorrentes no horário eleitoral gratuito, a expectativa era de que nenhuma surpresa surgisse durante o debate realizado na TV Paranaense. O fato novo veio por conta de Giovani Gionédis (PSC), que tornou público que a mulher de Beto Richa (PSDB), Fernanda Richa, enviou cerca de US$ 1 milhão para o exterior através de uma conta CC5 (conta que teoricamente só pode ser operada por pessoas não residentes no Brasil).
No debate, Gionédis afirmou que a quantia enviada em 1994 foi de R$ 1,005 milhão, em um momento em que um real equivalia a um dólar. Segundo Gionédis, as informações sobre a remessa constam de um relatório do procurador da República Celso Antônio Três, que investigou a remessa ilegal de divisas para o exterior. ''Além disso, o recurso enviado não consta das declarações de renda enviada por Beto Richa à Justiça Eleitoral. Sendo casado em comunhão de bens, os recursos deveriam constar da declaração'', afirmou Gionédis. Beto declarou à Justiça ter um patrimônio avaliado em R$ 1,2 milhão.
A acusação de Gionédis, que foi secretário de Fazenda no governo Jaime Lerner (PFL), pegou Beto de surpresa. O tucano não exigiu seu direito de resposta no momento da acusação, deixando para fazê-lo apenas no final do bloco. Em sua resposta, Beto preferiu não comentar a acusação. ''A Fernanda vem de uma família honrada, que ajudou a construir o Estado, ao contrário desse candidato que como secretário prestou um desserviço ao Paraná'', rebateu Beto.
A reportagem da Folha tentou entrar em contato com o casal Richa ontem. A assesoria do candidato afirmou que não seriam feitos comentários sobre o assunto, que já está sendo analisado por advogados.

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