Curitiba - Por conta da crise econômica internacional, o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), tomou posse ontem para mais um mandato de quatro anos anunciando corte nas despesas de custeio. Segundo ele, será o primeiro passo para tentar evitar a diminuição dos investimentos em obras durante o ano de 2009. O objetivo seria reduzir de 10% a 15% os gastos de custeio. ‘‘Devemos enfrentar o problema com um mínimo de dificuldade porque estamos com as contas em dia. Vamos tentar não diminuir os investimentos’’, disse o tucano, que foi reeleito no primeiro turno, no último outubro, com quase 80% dos votos válidos.
  Sobre a construção do metrô, uma das promessas feitas durante a última campanha eleitoral, Beto disse que a expectativa é concluir o projeto da obra até o final do ano. O início da obra só ocorreria em 2010.
  Em entrevista à imprensa concedida minutos antes da solenidade de posse, Beto afirmou ainda que, ao contrário do que se especulava nos bastidores, a composição de sua nova equipe não gerou insatisfação em aliados. A cúpula do PP, sigla que já pertencia à base de apoio do tucano, não teria ficado satisfeita com a pasta do Esporte e Lazer. ‘‘Eu discordo. Já conversei com os três deputados federais do PP (entre eles o presidente do PP no Estado, Ricardo Barros) e eles estão contentes sim’’, declarou.
  Sobre se a indicação do ex-ministro da Saúde Alceni Guerra (DEM) para a pasta do Planejamento teria ligação com as articulações para uma eventual candidatura ao governo do Estado em 2010, Beto permaneceu com o discurso da cautela: ‘‘É claro que ele é um político de mão cheia, mas não fiz o convite pensando na movimentação de 2010. Alceni Guerra foi escolhido pelo critério da competência. Ele preenche todas as qualidades’’.
  Beto voltou a afirmar que a prioridade é manter unido o grupo político que o ajudou na reeleição. ‘‘Serei soldado do grupo que é formado por 11 partidos políticos. Dentro dele, temos vários nomes que podem representar uma mudança para o Paranᒒ, disse ele, ao citar os aliados Osmar Dias (PDT), que já se coloca como pré-candidato ao governo do Estado, Alvaro Dias (PSDB), Gustavo Fruet (PSDB) e Rubens Bueno (PPS).
  A proximidade com outro nome da política nacional, José Serra (PSDB), governador de São Paulo, também não teria influência na próxima disputa ao Executivo estadual. ‘‘Eu tenho um bom contato com o Serra. E vem de longa data porque meu pai (José Richa) foi amigo dele. Tenho uma certa intimidade com ele. Mas as composições políticas, as conversas, são locais, peculiares’’, disse o tucano.

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