WashingtonO departamento de Justiça dos Estados Unidos está analisando a cópia de um e-mail que anuncia a morte do jornalista do diário Wall Street Journal, Daniel Pearl, sequestrado no Paquistão, segundo fontes oficiais. ‘‘Recebemos uma cópia dessa mensagem eletrônica que nos foi enviada por um veículo de comunicação que não é a CNN’’, disse Bryan Sierra, porta-voz do departamento de Justiça, que se negou a revelar a origem da informação.
Sierra destacou que os especialistas estudam essa cópia ‘‘para determinar se seu conteúdo tem ou não fundamento’’. ‘‘Não temos informação independente sobre Pearl em relação a sua sorte ou lugar onde pode estar’’, acrescentou o funcionário.
A rede de televisão CNN afirmou ter recebido um e-mail anunciando a morte de Pearl. Tanto a Casa Branca como o Wall Street Journal confirmaram essa informação.
Pearl, de 38 anos, foi sequestrado há nove dias no Paquistão pelo desconhecido no Movimento Nacional para a Restauração da Soberania Paquistanesa.
Os sequestradores disseram inicialmente que o jornalista era um agente da CIA e depois indicaram que trabalhava para o serviço de inteligência israelense, o Mossad, o que foi negado pelos governos dos EUA e Israel.
IndefiniçãoApesar das informações sobre o assassinato do jornalista, há dúvidas sobre sua morte. O próprio Governo dos Estados Unidos indica que só poderá considerar a notícia caso o corpo de Daniel Pearl seja localizado. Também os diretores do Wall Street Journal indicam que acreditam que o jornalista possa estar vivo, embora não tenham levado a sério o pedido de resgate de 2 milhões de dólares formulado, quinta-feira, telefonicamente, por um desconhecido.
RíscoProfissionais de imprensa norte-americanos lembraram, após o sequestro, que já morreram mais jornalistas, no Afeganistão, do que soldados. A explicação, assinalam, é simples: os militares tem preparação mais adequada para enfrentar os perigos de uma guerra. Os jornalistas, além de não ter este tipo de experiência, são mais afoitos. ‘‘Em busca de uma notícia, uma entrevista exclusiva, a maioria desdenha de qualquer medida de segurança. E pode acabar perdendo a vida’’, assinalou um correspondente norte-americano no Afeganistão.

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