HarareO presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, venceu as eleições presidenciais ao obter mais de 50% dos votos em 114 das 120 urnas do país, segundo os resultados oficiais anunciados ontem pela televisão estatal ZBC. As eleições, nas que se enfrentaram o atual mandatário e o líder do Movimento para o Câmbio Democrático (MDC, oposição), Morgan Tsvangirai, estavam previstas inicialmente para sábado e domingo, mas foram prorrogadas por 24 horas devido à decisão da justiça.
LegitimidadeAs eleições presidenciais no Zimbábue devem ser consideradas ‘‘legítimas’’, estimou ontem a missão de observadores eleitorais sul-africanos (SAOM) em um informe divulgado simultaneamente em Harare e Pretória.
Em seu informe, a missão de 50 membros observou que a campanha eleitoral se caracterizou ‘‘por tensões, incidentes de violência e intimidações’’ de eleitores de outros partidos.
Mas o papel dos observadores internacionais ‘‘e a cooperação das autoridades do Zimbábue permitiram que essas tensões e conflitos permanecessem a um nível mínimo, e consequentemente a votação não se viu afetada’’, acrescenta o informe.
OposiçãoO partido de oposição no Zimbábue contestou ontem os resultados oficiais que proclamaram a vitória do atual presidente Robert Mugabe nas eleições presienciais, declarou o líder opositor Morgan Tsvangirai.
Tsvangirai explicou essa negativa denunciando fraudes maciças, cometidas, segundo ele, durante as eleições realizadas de 9 a 11 de março.
‘‘A partir de agora serão realizadas intensas consultas e a população deverá decidir o que fazer’’, declarou o líder opositor.
‘‘O povo do Zimbábue sabe que os resultados destas eleições anunciados pelo organizador da votação não refletem a vontade da população. Em consequência, nosso partido não os aceita’’, concluiu.
PowellO secretário de Estado norte-americano Colin Powell afirmou ontem que o presidente do Zimbabue, Robert Mugabe, não pode pretender que goza de ‘‘legitimidade democrática’’ depois da eleição presidencial, e referiu-se a uma extensão das sanções internacionais. ‘‘Mugabe pode pretender ter uma vitória, mas não a legitimidade democrática’’ afirmou.

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