Curitiba - A assessoria de imprensa da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) questionou ontem as supostas irregularidades detectadas no edital de licitação referente à concessão de trechos de rodovias federais. As supostas falhas foram descobertas a partir de um estudo da Federação dos Transportadores de Cargas de Santa Catarina (Fetrancesc) e do governo do Paraná e mencionadas anteontem pelo diretor da Fetrancesc, Pedro Lopes, durante reunião semanal conduzida pelo governador Roberto Requião (PMDB).
A Fetrancesc chegou a enviar um pedido administrativo ao Ministério dos Transportes no qual sugere o cancelamento do edital de licitação. A assessoria de imprensa da ANTT informou que, oficialmente, ainda não havia recebido qualquer solicitação. A assessoria de imprensa da ANTT reforçou ainda que a Advocacia-Geral da União já está preparada para enfrentar ações judiciais para impedir a interrupção do processo de licitação das estradas, previsto para 9 de outubro.
Em relação às logomarcas de empresas que aparecem em cinco planilhas relacionadas ao edital de licitação, o que poderia indicar, segundo a Fetrancesc, direcionamento ou privilégio para as tais empresas, a assessoria de imprensa da ANTT reforçou que as planilhas não pertencem ao corpo do edital de licitação. Segundo a ANTT, é provável que planilhas de empresas tenham servido de modelo para o início dos estudos do processo licitatório em setembro de 2005.
As logomarcas, destaca a ANTT, não tinham sido percebidas pelo governo federal e nem mesmo pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que analisou o edital de licitação. Segundo a ANTT, são logomarcas ''ocultas, imperceptíveis'', e que constariam apenas em planilhas ''meramente indicativas'', ou seja, não fariam parte do edital de licitação.

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