Brasília - O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse ontem durante audiência no Senado que a alíquota da CPMF não deve passar de 0,38% e que sua proposta para o tributo é de reduzir o percentual gradativamente.
Palocci negou, assim, a possibilidade levantada pelo deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), relator da reforma tributária, de elevar a alíquota para 0,5%. ''O governo não tem nenhuma proposta de aumento da CPMF. Nós temos dito que a longo prazo ela terá sua alíquota reduzida'', disse.
Palocci negou, no entanto, que a redução possa ser feita agora, em função das dificuldades econômicas enfrentadas pelo governo.
Palocci afirmou também que a meta ajustada de inflação de 8,5%, firmada no início deste ano, está mantida, embora a ata do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) divulgada ontem mostra a possibilidade do governo aumentar a meta para 2003 em 1 ponto percentual em função do impacto dos preços administrados, como tarifas públicas e preço da gasolina.
Ao chegar ao Congresso, Palocci disse que não há motivos para alterar a meta. O ministro disse que, do ano passado para cá, os índices de inflação têm demonstrado queda, mesmo durante o período de guerra.
''Isso mostra que a política fiscal e a política monetária estão combinadas'', afirmou. ''Nós acreditamos que estão dadas as condições para que a inflação baixe de fato e possamos cumprir nossas metas.''

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