O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), voltou ontem a defender uma reforma ministerial. Segundo o senador, o presidente Fernando Henrique Cardoso precisa fazer uma reforma em seu ministério que o deixe com ‘‘mais liberdade’’ e lhe dê um leque maior de opções para escolher os nomes dos novos ministros dentro dos partidos da base governista. Ontem, porém, ACM foi cauteloso: evitou mencionar nomes e fez questão de frisar que reforma ministerial ‘‘é um assunto do presidente da República’’.
ACM descartou, no entanto, a substituição do atual ministério político por um ministério integrado prioritariamente por técnicos. ‘‘Técnicos não servem para comandar a política’’, disse. Na terça-feira, ACM defendeu uma reforma ministerial recomendando a saída de alguns ministros, como Fernando Bezerra (da Integração Nacional), Eliseu Padilha (dos Transportes) e José Serra (da Saúde), sob a alegação de que utilizaram a máquina pública nas eleições municipais.
Fernando Henrique reagiu com indignação às declarações do senador e, na Alemanha, disse que ‘‘ninguém recomenda nada a um presidente da República’’ e que ‘‘essa é a opinião de pessoas que se crêem muito poderosas’’.

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