O ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido) teve que comparecer ontem à justiça para um interrogatório na Vara Federal Criminal na ação penal em que é denunciado por crime de sonegação fiscal.
A ação, de autoria do procurador Regional da República João Akira Omoto, denuncia o ex-prefeito pelo não recolhimento do imposto de renda no período de janeiro de 1997 a dezembro de 1999, ''sobre depósitos bancários de origem não comprovada, omitindo, assim, rendimentos em suas declarações de imposto de renda, a fim de suprimir a tributação de tal imposto, totalizando R$ 417.978,06''. No período mencionado na ação, Belinati exercia o terceiro mandato de prefeito. ''Da análise dos extratos bancários, juntamente com as declarações de rendimentos e documentos apresentados pelo denunciado (Belinati), restaram vários créditos e depósitos efetuados em suas contas correntes sem a devida comprovação de origem, considerados rendimentos omitidos'', diz parte da denúncia. A ação foi feita com base em um ''Termo de Verificação e Encerramento de Ação fiscal lavrado pela Delegacia da Receita Federal em Londrina''.
Belinati não quis se manifestar sobre a denúncia. O seu advogado, Antonio Carlos de Andrade Vianna, afirmou que a ação é fruto de uma ''onda política''. ''Essa movimentação financeira é referente ao salário de prefeito, aposentadoria como deputado, aluguéis de imóveis e alguns depósitos de cheques da dona Emília Belinati (esposa do ex-prefeito e ex-vice governadora) e do filho, o ex-deputado estadual Antonio Carlos. Tem imposto de renda recolhido e dizem que ele não declarou. Isso é uma onda política. Tudo na vida de Belinati foi investigado'', afirmou.
Conforme Vianna, a denúncia não está clara. ''Eu vou pedir para o juiz determinar ao procurador que emende a denúncia porque do jeito que está é impossível estudar a acusação e fica difícil defender o acusado'', criticou.
A Folha tentou falar com o procurador, mas ele está viajando. A ex-vice-governadora também foi denunciada por sonegação fiscal, mas ainda não foi interrogada pela justiça. O crime de sonegação fiscal prevê pena de dois a cinco anos de reclusão.

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