O ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati foi expulso do Partido Liberal (PL) no início de dezembro do ano passado. A informação, só divulgada ontem, foi confirmada à Folha pelo presidente do diretório estadual do PL, deputado federal Bernardino de Oliveira Filho, o Pastor Oliveira. Segundo ele, a executiva nacional do partido, presidida pelo deputado federal Valdemar Costa Neto (SP), aprovou a medida por unanimidade.
A expulsão foi provocada pelo envolvimento de Belinati em desvios de recursos públicos da Prefeitura de Londrina (gestão 97-2000). O ex-prefeito, que teve o mandato cassado pela Câmara dos Vereadores, é acusado pelo Ministério Público de comandar um esquema de corrupção que desfalcou os cofres públicos em pelo menos R$ 20 milhões.
Segundo o Pastor Oliveira, o caso Belinati foi levado à executiva nacional assim que o ex-prefeito se filiou ao PL, no final de setembro – dentro do prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para quem pretendia ser candidato este ano. O deputado argumenta que a executiva estadual não foi consultada sobre a filiação do ex-prefeito, que teve a ficha abonada pelo presidente do diretório municipal do PL, pastor José Maria Góes.
O presidente estadual do PL acrescentou que enviou esta semana ofício ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), comunicando a decisão. Belinati foi informado da expulsão pelo próprio deputado, por telefone. ‘‘O Belinati não demonstrou surpresa. Parece que ele já sabia que ia ser expulso’’, comentou.
O Pastor Góes, amigo pessoal de Belinati, disse ontem que já solicitou à executiva cópia da ata da reunião que decidiu pela expulsão. ‘‘Mas se o partido expulsou, fazer o que? Não posso ir contra o partido’’, lamentou. Segundo ele, uma das alegações apresentadas para a expulsão de Belinati foi o fato de o PL ter rejeitado a filiação do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, também acusado de corrupção. ‘‘Foi a desculpa que me deram’’, disse Góes.
A intenção do diretório municipal era lançar Belinati nas eleições municipais de 2004. O ex-prefeito – que é casado com a vice-governadora Emília Belinati (PFL) e pai do deputado estadual Antônio Carlos Belinati (PSL) – foi procurado pela Folha mas não retornou as ligações. (Colaborou Rosane Henn)

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