Antissepsia: OAB analisa envolvimento de advogados
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
Três advogados foram denunciados pelo Ministério Público após as investigações de quatro meses que culminaram com a operação Antissepsia, indiciamento de 23 pessoas, prisão de 21 e o pedido de investigação criminal do prefeito Barbosa Neto (PDT), que teria participação no esquema de corrupção e desvio de dinheiro destinado à saúde. Eles respondem por corrupção, peculato e formação de quadrilha em processo que tramita na 3 Vara criminal de Londrina.
Dois dos advogados - Fidélis Canguçu e Alessandro Magno Martins - ainda estão presos. Por serem inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), estão detidos em cela individual no Quartel do Corpo de Bombeiros. Bruno Valverde, presidente do Instituto Atlântico, entidade que prestava serviços na área da saúde ao lado do Instituto Gálatas, ficou detido por três dias, mas, por colaborar com as investigações, conseguiu a revogação da prisão.
Na decisão da última segunda-feira, a juíza da 3 Vara Criminal, Oneide Negrão, determinou que cópia de todo o inquérito e ação penal fosse encaminhada à OAB. O presidente da Subseção de Londrina da OAB, Elizandro Pellin, disse que ainda não recebeu a documentação, mas já requisitou informações ao MP em relação a Valverde e Canguçu. ''Não queremos bandidos no meio dos advogados, mas também queremos apurar se não há intimidação ao exercício da advocacia. A função da OAB é proteger os bons advogados'', disse Pellin.
Embora apenas Valverde pertença à Subseção de Londrina, a competência para analisar eventual punição disciplinar de todos os advogados envolvidos é local, já que os fatos ocorreram na cidade. O presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/Londrina, José Carlos da Rocha, disse que não tomará qualquer providência até que haja uma representação formal ao órgão. ''Se esses advogados forem condenados, então o Tribunal pode abrir, de ofício, um processo.''
A advogada Aline Graziele de Oliveira, presidente da Subseção da OAB de Arapongas, à qual pertence o Canguçu, disse que nada conhece sobre o caso, mas lamentou a situação do colega e de que fatos como esses denigrem a imagem de todos os profissionais.


