Uma ope­ra­ção do Gru­po Es­pe­cial de Com­ba­te ao Cri­me Or­ga­ni­za­do (Gae­co), com o ­apoio das po­lí­cias Mi­li­tar e Fe­de­ral, pren­deu na úl­ti­ma quar­ta-fei­ra, 15 pes­soas acu­sa­das de des­vio de re­cur­sos pú­bli­cos da ­área da saú­de. En­tre os pre­sos na ope­ra­ção in­ti­tu­la­da ‘‘­Antissepsia’’, es­tá o pro­cu­ra­dor-ge­ral do Mu­ni­cí­pio, Fi­dé­lis Can­gu­çu, ­dois in­te­gran­tes do Con­se­lho Mu­ni­ci­pal de Saú­de, Mar­cos Rat­to e ­Joel Ta­deu Cor­rea e os pre­si­den­tes dos ­dois ins­ti­tu­tos que pre­tam ser­vi­ços na ci­da­de, Sil­vio Luz Ro­dri­gues Al­ves (Ins­ti­tu­to Gá­la­tas) e Bru­no Val­ver­de Cha­hai­ra (Ins­ti­tu­to Atlân­ti­co). Fo­ram cum­pri­dos ain­da 30 man­da­dos de bus­ca e apreen­são e re­co­lhi­dos do­cu­men­tos, com­pu­ta­do­res, ­três ar­mas e R$ 20 mil em di­nhei­ro, que te­riam si­do en­con­tra­dos no car­ro do pro­cu­ra­dor, ­além de ­dois veí­cu­los em no­me da mu­lher de Can­gu­çu. O Ins­ti­tu­to Gá­la­tas é res­pon­sá­vel pe­lo Ser­vi­ço de Aten­di­men­to Mó­vel de Ur­gên­cia (SA­MU), e o Ins­ti­tu­to Atlân­ti­co pe­lo Pro­gra­ma Saú­de da Fa­mí­lia (PSF) e pe­la Po­li­clí­ni­ca Mu­ni­ci­pal. Se­gun­do o pro­mo­tor Cláu­dio Es­te­ves, a in­ves­ti­ga­ção se ini­ciou há qua­tro me­ses, e as pri­sões tem­po­rá­rias têm co­mo fi­na­li­da­de ‘‘es­cla­re­cer ­melhor’’ fa­tos que le­va­ram a aber­tu­ra da in­ves­ti­ga­ção. ‘‘A ope­ra­ção é re­sul­ta­do de uma in­ves­ti­ga­ção que tem o obej­ti­vo de apu­rar se as Os­cips, que pres­tam ser­vi­ço à ­área da saú­de, pa­ra o mu­ni­cí­pio de Lon­dri­na, por ven­tu­ra es­ta­riam cor­rom­pen­do agen­tes pú­bli­cos, ou so­fren­do amea­ças, pa­ra pa­gar pro­pi­na a es­ses agen­tes, com a fi­na­li­da­de de li­be­rar os pa­ga­men­tos das par­ce­la per­ti­nen­tes aos ter­mos de par­ce­ria que es­sas Os­cips ­possuem’’, afir­ma. De acor­do com Es­te­ves, as de­nún­cias par­ti­ram de pes­soas que apre­sen­ta­ram no­tas fis­cais frau­du­len­tas. ‘‘A in­ves­ti­ga­ção tem por ob­je­to a apu­ra­ção dos cri­mes de cor­rup­ção pas­si­va, cor­rup­ção ati­va, for­ma­ção de qua­dri­lha, sob o ca­rá­ter de or­ga­ni­za­ção cri­mi­no­sa, fal­si­fi­ca­ção do­cu­men­tal, es­te­lio­na­to e cri­me con­tra a ad­mi­nis­tra­ção ­pública’’, ex­pli­cou.


● Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) são entidades privadas que atuam em diversos setores públicos com autorização do governo


● Crime econômico que significa obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, com lesão do patrimônio alheio; fraude

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