Deputados do Paraná subiram à tribuna da AL (Assembleia Legislativa) do Paraná novamente para criticar o novo modelo de concessão de pedágio na sessão híbrida desta segunda-feira (8). O assunto dominou o debate, já que no final da última semana começaram as audiências públicas que tratam do tema. As primeiras cidades foram Cascavel e Foz do Iguaçu, ambas no Oeste do Estado. Já Londrina receberá a discussão na próxima quinta-feira (11).

Imagem ilustrativa da imagem Antes da audiência de Londrina, deputados voltam a criticar modelo do pedágio
| Foto: Dálie Felberg/Alep

Para o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), o modelo híbrido representa um risco, já que o desconto estaria limitado em um valor entre 15% e 20%, o que poderá representar no futuro, segundo ele, uma tarifa com o valor que pode chegar a 80% dos preços praticados atualmente. "Vão aumentar em 33% número de quilômetros pedagiados e colocar 55% de praças a mais. Quando somar, o valor será o mesmo. Teremos mais praças perto uma da outras. Há uma onda de indignação santa em todo Paraná. Temos que impedir esse roubo legalizado," disse Romanelli.

Para o coordenador da Frente Parlamentar sobre o Pedágio da Assembleia, o deputado Arilson Chiorato (PT), o projeto do Governo Federal é nocivo para o povo do Paraná. "Temos de salvar o Paraná de mais um contrato que pode prejudicar o setor produtivo do Estado", afirmou Chiorato. Segundo ele, repúdio é a palavra que marcou a primeira audiência pública em Cascavel sobre o novo modelo de pedágio proposto pelo Ministério da Infraestrutura.

Na quinta-feira (11) a audiência pública será realizada em Londrina, a partir das 9 horas, na Sociedade Rural do Paraná, no Parque de Exposições Ney Braga, e na sexta-feira (12) em Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), a partir das 8h30, no auditório da UTFPR (Universidade Técnica Federal do Paraná.

Estão previstas ainda audiências nos municípios de Guarapuava, Francisco Beltrão, Maringá, Apucarana, Curitiba e Ponta Grossa, em locais ainda a serem confirmados. As audiências terão transmissão ao vivo pela TV Assembleia, site e redes sociais do Legislativo.

O modelo prevê um investimento de R$ 42 bilhões nos 30 anos de concessão. Serão implementadas 42 duas praças de pedágio divididas em seis lotes, em uma extensão de mais de 3,3 mil quilômetros de rodovias pedagiadas.

OUTRO LADO

O Ministério da Infraestrutura informou, em nota encaminhada à FOLHA, que o projeto de concessão das rodovias do Paraná conduzido pelo Governo Federal é totalmente diferente do que está em prática atualmente no Estado. "É projeto que terá como vencedor a empresa que oferecer a menor tarifa de pedágio, dentro de uma variação de valores determinada pelo Governo Federal. Um possível pagamento de outorga só será usado como critério de desempate. Esse modelo viabiliza um contrato financeiramente sustentável, qualificando as empresas interessadas e garantindo aos usuários que os investimentos sejam realmente feitos nas rodovias."

Sobre as tarifas, o projeto do Ministério diz que já apresenta valores projetados de 25% a 67% menores do que os atuais. E que podem sofrer uma redução de mais 15% no leilão. "Além disso, os motoristas têm opções para pagar ainda menos com o uso de cobrança automática por 'tag', que receberá mais 5% de desconto. E para quem utiliza o mesmo trecho diariamente acontece uma redução progressiva no valor pago ao longo de 30 dias – o Desconto de Usuário Frequente (DUF)."

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