Antecipação do Proes sai amanhã
Arquivo FolhaDemaisGionédis: sistema interbancário cobra altoO BC deverá assinar até amanhã a liberação de um empréstimo-ponte entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão para o Banestado. O dinheiro é uma antecipação dos recursos referentes ao Programa de Reestruturação do Sistema Financeiro Estadual (Proes), que destinará ao governo do Estado um financiamento de R$ 4,1 bilhões para sanear o banco. Com o empréstimo, o Banestado deixaria de recorrer ao sistema interbancário e ao redesconto, nos quais tem captado R$ 700 milhões por dia para fechar as contas. Somente no redesconto são R$ 400 milhões.
O pedido de antecipação de parte do dinheiro do Proes foi a solução encontrada pela Secretaria da Fazenda e pela diretoria do Banestado para captar dinheiro a um custo baixo. A intenção do empréstimo-ponte é trazer um recurso barato ao Estado. O Banestado tem que buscar recurso no mercado a um juro muito alto, afirmou ontem o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis.
Gionédis e Manoel Garcia Cid viajam hoje a Brasília para uma reunião com a equipe do BC. Eles devem assinar um documento que garante a liberação do empréstimo. O dinheiro vai ser descontado do total fixado para o saneamento da instituição.
A iniciativa de pedir o empréstimo ocorreu quando o governo do Estado percebeu que a aprovação da renegociação da rolagem da dívida do Estado e do banco poderia atrasar no Senado. A matéria nem sequer foi encaminhada pelo Banco Central à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Somente após a aprovação na comissão é que o projeto vai a plenário.
O empréstimo-ponte do Banco Central é uma estratégia que já foi adotada com sucesso por Minas Gerais, segundo Giovani Gionédis. O juro cobrado neste financiamento é de 6% ao ano, percentual considerado barato para os governos estaduais. Este empréstimo fará frente ao problema de caixa do Banestado, pois quanto mais demora (aprovação do saneamento), mas caro fica o dinheiro, afirmou o secretário.
Segundo Gionédis, o banco passa por um momento de tranquilidade. Houve aumento nos depósitos, porque houve uma estabilização do banco. Parou-se de falar em banco no aspecto político e acionistas e clientes têm a certeza de que não há risco de intervenção, disse. (C.M.)





