Se do lado de Rossoni, o início dos trabalhos na AL de 2011 foi marcado por decisões para mudar antigas práticas da AL, boa parte dos outros parlamentares se esforçou em ganhar espaço no noticiário político com a proposição de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) tendo diversos focos, como o Porto de Paranaguá, o Sistema Único de Saúde (SUS) e os supostos grampos telefônicos - ou bloqueadores - encontrados dentro de salas da AL.
O cientista político e professor da UFPR Emerson Cervi chama a atenção para o fato de que nenhuma proposta de instalação do CPI, entretanto, foi voltada a investigar a fundo as irregularidades que vieram à tona na Casa em 2010. ''A criação de CPIs é uma ação voltada a atender interesses individuais, nenhuma para tratar dos desvios ocorridos na AL. Eram propostas relacionadas a outros Poderes, com exceção da CPI da Espionagem. Isso serve para atender os interesses individuais do parlamentar. Para o cidadão comum, não aparentam nenhum resultado'', avalia.
Algumas outras CPIs não foram para a frente, mas os parlamentares atestam que eram necessárias, apesar de terem parado de reivindicá-las, em algum momento. É o caso da CPI dos Grandes Devedores, defendida pelo deputado Reni Pereira (PSB), inclusive em anos anteriores. Depois de obter as assinaturas necessárias para a instalação e de, aparentemente, estar tudo certo com a documentação entregue à mesa diretora, nada mais se falou sobre esta comissão. (L.C.)

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