Ano foi recheado de polêmicas na Câmara
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quarta-feira, 03 de janeiro de 2007
Rodrigo Lopes<br> Equipe da Folha 
Eleições estadual e federal; greve no funcionalismo público de Londrina - e os respingos do movimento no telhado do Legislativo -; revogação ou não do plebiscito que impediu, em 2001, a venda da Sercomtel, e, claro, diversas doações de áreas públicas à iniciativa privada em meio ao batalhão de projetos do Executivo votados a toque de caixa nas últimas sessões extraordinárias. O ano de 2006 teve um pouco de tudo na Câmara de Vereadores de Londrina (veja quadro ao lado).
Depois de quase três anos em discussão, finalmente foi aprovado, e praticamente nos moldes em que foi encaminhado pela administração, o projeto que autoriza o Executivo a abrir licitação para os serviços de saneamento, coleta e tratamento de resíduos sólidos.
Entre os 335 projetos discutidos ao longo das 86 sessões do ano passado, na Casa, certamente o que rendeu maior repercussão entre a sociedade, em fevereiro, foi o de sete parlamentares que tentaram revogar a lei que instituiu o plebiscito. Contudo, a pressão de galerias lotadas de servidores da telefônica e de setores da opinião pública surtiu efeito: a matéria foi arquivada.
Novo desgaste viria de vez para os edis no transcorrer dos 106 dias de greve do funcionalismo municipal. Sem sucesso na tentativa de intermediar negociação entre prefeito e grevistas, membros da base aliada se tornaram alvo de xingamentos e, por pouco, de agressões físicas. Na sessão mais tumultuada do ano, em novembro, policiais escoltaram a saída de vereadores do prédio.
Para o presidente que deixou o posto ontem, Orlando Bonilha (PL), o debate sobre a Sercomtel só volta à tona este ano se partir do governo do Estado - referência à possibilidade de estadualização da empresa. Não é mais de nós, nem do prefeito, que essa discussão tem que partir. Mas os funcionários têm que ter a consciência das necessidades da Sercomtel, sugeriu.
Sobre um possível desgaste do Legislativo local, Bonilha o admitiu em relação à greve, mas defende que ações como a inclusão de computadores na Casa, para acesso da comunidade e sugestões aos vereadores, e mesmo o aumento do número de internautas que acompanham as sessões online, no site da Câmara, têm contribuído para dirimir dúvidas em relação ao trabalho do Plenário. Algumas pessoas ainda não conhecem o trabalho do Legislativo, mas nossas portas estão sempre abertas ao cidadão, ponderou. (J.G.)


