ANJ critica decisão que proibiu matéria sobre Garotinho
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terça-feira, 21 de maio de 2002
Agência Estado 
Brasília- A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota ontem criticando decisão da Justiça do Rio de Janeiro que proibiu a publicação, pela revista Carta Capital, de reportagem com denúncias contra o presidenciável do PSB, Anthony Garotinho. A decisão judicial caracteriza cerceamento à liberdade de imprensa e contraria a Constituição Federal de 1988, que não permite qualquer forma de censura prévia no País, diz a nota, distribuída após o término do seminário Imprensa e Dano Moral, em Brasília.
A ANJ lembra que Garotinho adotou o mesmo procedimento em julho do ano passado, quando obteve liminar na Justiça Federal impedindo a publicação, pelo jornal O Globo e outros órgãos de imprensa, do conteúdo de fitas com gravações contra o então governador do Rio.
A ANJ pede o restabelecimento pleno do direito de livre publicação, que tem garantia constitucional, e espera que os poderes públicos compreendam o dever da imprensa de informar a sociedade como um princípio indispensável à democracia, diz o texto assinado pelo presidente da entidade, Francisco Mesquisa Neto, diretor superintendente do Grupo Estado.
Sem comentários - No lugar da reportagem com denúncias de um suposto ex-colaborador de Garotinho, a edição desta semana de Carta Capital conta como foi impedida, por liminar assinada pelo juiz Marcelo Oliveira da Silva, da 21 ª Vara Cível do Rio, de publicar a matéria sobre o presidenciável do PSB. De acordo com o redator-chefe da revista, Bob Fernandes, Carta Capital recorreu ontem contra a decisão do juiz da 21 ª Vara e espera ser autorizada a publicar a reportagem já na edição da próxima semana.
A assessoria de imprensa de Garotinho informou que o candidato não comentaria a nota da ANJ.


