Aníbal garante que PSDB terá candidato
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sábado, 24 de novembro de 2001
Cida Fontes<bR>Agência Estado - De Brasília 
A tese do presidente Fernando Henrique Cardoso de que o PSDB poderá não encabeçar a chapa do sucessor dele, defendida anteontem em entrevista à TV Bandeirantes, não encontra respaldo entre os dirigentes tucanos. O presidente nacional do partido, deputado José Aníbal (SP), afirmou ontem que a legenda terá candidato a presidente, que deverá ser escolhido no primeiro trimestre de 2002.
''Vamos buscar o apoio dos demais partidos que formam a base de sustentação do governo'', afirmou o deputado, que, na próxima semana, retomará os contatos com dirigentes do PMDB, PFL e PPB. Aníbal, que, na noite de anteontem, teve uma longa conversa com Fernando Henrique, reconheceu ser uma posição consensual na sigla. ''O partido terá seu candidato'', reagiu também o secretário-geral da agremiação, deputado Márcio Fortes (RJ).
Os dirigentes tucanos negam, contudo, qualquer conflito entre Fernando Henrique e o PSDB. Entendem que, na condição de chefe de um governo de coalização, ele não poderia se posicionar de outra maneira.
''Ele está sendo competente'', defendeu o líder do partido, deputado Juthay Magalhães Júnior (BA). ''É uma tese correta, pois quem quer aliança admite que o candidato poderá ser de qualquer um dos partidos'', completou o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). O pefelista disse ter conversado com o presidente sobre isso e que os critérios básicos que garantirão a vitória são óbvios: a viabilidade eleitoral e capacidade de agregar as legendas da aliança.
''Eu fico tranquilo com as declarações de Fernando Henrique, pois, se prevalecer esses critérios, o cabeça-de-chapa sairá do PSDB'', destacou Magalhães Júnior. Todos os governistas concordam, portanto, que a reedição da base governista só poderá ser confirmada em junho, quando as siglas devem se reunir em convenções para oficializar as candidaturas. ''Mesmo que as legendas lancem candidatos, eu confio que, em junho, prevalecerá o espírito público e não o partidário'', resumiu, por sua vez, Bornhausen.
Enquanto o PSDB e o PMDB mergulham em questões internas, buscando uma solução de consenso, o PFL apresenta-se numa posição mais confortável por conta do sucesso da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), nas pesquisas. Todos os dirigentes partidários alegam ser prematuro fazer prognósticos, uma vez que a discussão ainda está interna. ''Os movimentos agora são para saber quem se destaca mais'', concluiu Bornhausen, defensor declarado da manutenção da coalizão para garantir a vitória do sucessor de Fernando Henrique.


