Arquivo FolhaTraduçãoAníbal Khury: ‘‘Se o Álvaro não aceitar será uma burrice extravagante’’Mentor da articulação que pode resultar no apoio formal do PTB e do PFL à candidatura de Álvaro ao Senado, Aníbal Khury disse ontem que a idéia é ‘‘uma saída natural’’. ‘‘Estamos oferecendo um apoio desinteressado e vantajoso para o ex-governador’’, ponderou. Para o deputado, a decisão, se aceita pelos tucanos, servirá para ‘‘agregar o pessoal do PSDB e do PFL’’, hoje divididos numa disputa pelas atenções do presidente Fernando Henrique (PSDB) durante a campanha.
Khury afirmou já consultou o governador Jaime Lerner (PFL) sobre a proposta. ‘‘O Lerner não tem outro caminho. E achou a idéia ótima’’, comentou o deputado. Segundo ele, o maior objetivo é o fortalecimento da campanha do presidente FHC. ‘‘Acabamos com as divergências, asseguramos uma eleição tranquila para o Álvaro e para o Lerner, e damos alegria para o presidente’’, reforçou. ‘‘Se o Álvaro não aceitar isso, será uma burrice extravagante’’, classificou.
Se a estratégia vingar, o maior prejudicado com a costura dos lerneristas será o candidato do PPB ao Senado, o empresário Toni Garcia. Incentivado pelo Palácio Iguaçu para concorrer contra o ex-governador, no prazo final para a definição de candidaturas, Garcia apostava até ontem num apoio informal do grupo de Lerner para vencer Álvaro nas urnas. Khury deixou claro que apoio ao empresário só ocorrerá caso o PSDB recuse a oferta.
O senador Osmar Dias (PSDB) gostou da idéia desde que o apoio seja desinteressado. ‘‘Que não exija recíproca. Estamos abertos’’, disse o senador. Em troca, Osmar reafirmou que o PSDB não vai se vincular a nenhuma das quatro candidaturas ao governo do Paraná, incluindo a do senador Roberto Requião (PMDB). (L.D)

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