Andrielly sai da cadeia e critica polícia
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Confuso e psicologicamente perturbado. Foi assim que o travesti e candidato a vereador Andrielly Vogue (PT) se definiu ontem, em entrevista à imprensa depois de ser solto. Ele estava preso desde o dia 14 de setembro por dano ao patrimônio público. ''Sou travesti e profissional do sexo há 17 anos e nunca tinha sido presa'', declarou. Durante a entrevista, Vogue criticou a polícia. ''Tiraram sarro, fizeram piadas e me chamaram de ladrão.''
Andrielly passou um dia em uma cela com doze homens e teve o cabelo completamente raspado. Para a advogada do Grupo Dignidade, que defende os direitos dos homossexuais, a polícia desrespeitou a orientação da Conferência Estadual de Direitos Humanos que determina o respeito a orientação de gênero. Andrielly alega que foi agredido pelo vigia do Instituto Médico Legal (IML) e que quebrou o vidro da instituição quando tentava pedir ajuda. Durante a coletiva o vereador André Passos (PT) minimizou as críticas a polícia. ''O que aconteceu com Andrielly acontece todos os dias com as pessoas pobres que são presas em todo o país'', disse.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SESP) informou que não concorda com ''nenhuma atitude preconceituosa contra a comunidade GLBT''. ''Em momento algum a Polícia Civil a tratou com desrespeito chegando inclusive a colocá-la em uma cela especial separada dos demais presos para que não sofresse constrangimento.'' Segundo a nota, o secretário Luiz Fernando Delazari determinou a abertura de sindicância para apurar os fatos.


