André Vargas pede 'esforço' para manter acordo PMDB-PT
Curitiba - Enquanto o PSDB ensaia rompimento com o senador Osmar Dias (PDT), a relação entre o PT e o PMDB do governador Roberto Requião segue ''estremecida''. Por orientação do comando nacional do PT, os petistas no Paraná já estão trabalhando em torno da candidatura de Osmar ao governo do Estado em 2010. Mas a posição não agrada o PMDB, dividido entre a candidatura própria, cenário no qual o vice-governador Orlando Pessuti é cabeça de chapa, e uma aliança com o PSDB. Ex-presidente estadual do PT, o deputado federal André Vargas declarou ontem que ainda acredita na união do PMDB com os petistas para 2010 e que, para mudar o rumo das articulações, é preciso ''esforço dobrado''.
''A aliança do PT e do PMDB tem que ser prioridade. É verdade que o governador Requião tem dificuldades com Osmar, mas todos devem fazer um esforço dobrado. O presidente Lula tem procurado o Requião'', declarou ele. Para Vargas, o conflito entre o PMDB e a bancada do PT na Assembleia Legislativa deve ser resolvido com diálogo. ''Está fazendo falta a conversa institucional. É preciso afinar o diálogo. Sinto que a administração da relação PT e PMDB tem que ser melhor. Lula deve delegar aos seus ministros a tarefa. Porque o que está em jogo é um projeto nacional. É o que politicamente nos motiva hoje'', defendeu ele.
Recentemente, a bancada do PT insistiu na aprovação de emendas ao projeto de lei do Estado que concedia um reajuste geral de 6% para o funcionalismo público. Embora parte da bancada tenha recuado no momento da votação, a apresentação das emendas gerou um conflito aberto com o líder da base na Casa, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), que defendia a proposta original, sem qualquer alteração. ''Nossa bancada tem que ter personalidade, mas ainda é base aliada. O caso do projeto de lei dos 6%, por exemplo. Não é parlamentar quem decide índice de aumento salarial. E eu não vi nenhum prefeito reajustar salário em época de queda na arrecadação. Acho que o Requião tem agido de forma satisfatória com os servidores'', disse Vargas. (C.S.)





