Um relatório preliminar realizado pelo setor contábil do prefeito de Andirá (36 km a oeste de Jacarezinho), Carlos Kanegusuku (PPS), causou a demissão de cerca de 200 funcionários contratados irregularmente e revelou uma dívida de R$ 7 milhões na prefeitura. A equipe de assessores suspeita de irregularidades em obras e admite que a dívida pode comprometer todo o orçamento de 2001, que também é de R$ 7 milhões.
A assessoria de imprensa informou que as demissões representam um corte de 30% no número de funcionários. Ainda segundo a assessoria, a avaliação do total de dívidas é preliminar e que nesta semana será realizada uma auditoria no município para revelar o valor real dos débitos. O resultado da auditoria será encaminhado ao Ministério Público.
O ex-prefeito Celso Tozzi (PSDB) se defendeu e amenizou as acusações. Ele estima que o número de funcionários demitidos seja de 150 e disse que a dívida se refere a operações realizadas por gestões anteriores e a débitos regulares parcelados com o governo do Estado. ‘‘O setor contábil do município relacionou contas referentes a gestões anteriores e débitos contraídos regularmente por meio do programa Paraná Urbano’’, disse.
Ele também informou que não existem obras irregulares. ‘‘As obras realizadas em minha gestão estão corretas, por isso temos a Certidão Negativa de Débito e a Certidão do INSS para aprovar nossas contas’’, afirmou.
Tozzi explica que para a atual administração chegar a esses valores foram somados os débitos referentes a R$ 2 milhões da previdência municipal, R$ 1 milhão em relação a empréstimos para ajustar a folha de pagamento no início do mandato, R$ 2 milhões provenientes de débitos do Paraná Urbano e valores de recursos comprometidos por causa dos corte do governo federal.
A auditoria contratada pelo prefeito para fazer o levantamento geral das dívidas do município ainda não tem uma data específica para concluir os trabalhos. Mas a equipe promete tornar público o resultado do trabalho.

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