A credibilidade da licitação das ‘‘empresas-espelho’’ não será afetada pelos episódios que provocaram a demissão do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, disse ontem o diretor-geral da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Renato Navarro Guerreiro. As ‘‘empresas-espelho’’ estão sendo licitadas pela Anatel para competir com as quatro holdings de telefonia fixa criadas após a privatização do Sistema Telebrás, em julho.
Cada uma das quatro ‘‘empresas-espelho’’ irá competir, respectivamente, com as holdings Telesp, Tele Centro Sul, Tele Norte Leste e Embratel. Atualmente, essas holdings atuam em regime de monopólio privado, pois entre elas não há competição. A licitação das ‘‘espelho’’ já foi adiada uma vez pela Anatel, em decorrência da crise mundial.
A entrega das propostas financeiras, que deveria ter ocorrido no último dia 3, foi remarcada para o próximo dia 11. A abertura dessas propostas, prevista para o dia 2 de dezembro, só deverá ocorrer no próximo dia 15 de janeiro. Para Guerreiro, adiar novamente a licitação torna as empresas ‘‘menos atraentes’’, pois haverá mais tempo para a ‘‘consolidação do monopólio privado’’ das atuais operadoras.

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