Anatel minimiza o efeito-grampo nas espelho
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de novembro de 1998
Agência Folha 
A credibilidade da licitação das empresas-espelho não será afetada pelos episódios que provocaram a demissão do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, disse ontem o diretor-geral da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Renato Navarro Guerreiro. As empresas-espelho estão sendo licitadas pela Anatel para competir com as quatro holdings de telefonia fixa criadas após a privatização do Sistema Telebrás, em julho.
Cada uma das quatro empresas-espelho irá competir, respectivamente, com as holdings Telesp, Tele Centro Sul, Tele Norte Leste e Embratel. Atualmente, essas holdings atuam em regime de monopólio privado, pois entre elas não há competição. A licitação das espelho já foi adiada uma vez pela Anatel, em decorrência da crise mundial.
A entrega das propostas financeiras, que deveria ter ocorrido no último dia 3, foi remarcada para o próximo dia 11. A abertura dessas propostas, prevista para o dia 2 de dezembro, só deverá ocorrer no próximo dia 15 de janeiro. Para Guerreiro, adiar novamente a licitação torna as empresas menos atraentes, pois haverá mais tempo para a consolidação do monopólio privado das atuais operadoras.


