Analistas prevêem atritos
PUBLICAÇÃO
domingo, 03 de outubro de 2010
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
Se para a Presidência da República o Paraná novamente foi na contramão da maioria dos estados da federação ao optar pelo tucano José Serra, em vez da petista Dilma Rousseff, para o Senado elegeu Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB), integrantes da coligação apoiada, no Estado, pelo partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para analistas políticos ouvidos pela reportagem, no entanto, o cenário final com senadores de oposição ao governo estadual - a partir de 2012, comandado pelo tucano Beto Richa - não surpreende.
O professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Clodomiro Bannwart apontou que a eleição de Gleisi e Requião mostra um ''equilíbrio de forças'', mas alertou: ''A questão é saber se ambos deixarão de lado a questão partidária e trabalharão em conjunto para fomento do Paraná. Esperamos que haja maturidade política suficiente para superação das picuinhas que vêm à tona no processo eleitoral'', afirmou.
Também da UEL, o professor Elve Censi ponderou a característica de competitividade dos ''quatro candidatos tradicionais''. ''Entretanto, o resultado mantém a tradição de governador de um lado e senadores de outro; a tendência é que haja atritos, ainda mais pela personalidade enfática de Requião'', observou.


