Analista pode
fraudar e não
deixar pistas
Sobre a dimensão de possíveis fraudes, Brunazo compara: ‘‘Se antes um grupo poderia, pela troca de votos, fraudar a apuração de algumas urnas, com a urna eletrônica, um grupo de analistas pode programar todas elas para fraudarem a apuração sem deixar pistas.’’
O engenheiro diz que essa possibilidade foi admitida pelo secretário de Informática do TSE, Paulo César Camarão, que declarou em entrevista em São Paulo o seguinte: ‘‘Quem for tentar fraudar (a apuração de todas as urnas) terá que subornar pelo menos uns 30 (agentes desonestos).’’ E acrescenta: ‘‘Ou seja, a urna é fraudável e com apenas 30 pessoas se pode viciar a apuração em todo o País. Esta é uma nova modalidade de fraude sistemática, que não ocorria na urna tradicional. O mau projeto da urna eletrônica acabou por transformar o País inteiro num curral eleitoral’’, critica. (E.A.)

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