A avaliação dos dissidentes do PDT que dão apoio a Jaime Lerner vai ficar para depois das eleições. Ontem à noite, a comissão de ética do partido se reuniu em Curitiba para elaborar o parecer sobre o caso que será entregue à executiva estadual, mas o relatório da comissão depende de análise da executiva, cujos membros estão em campanha.
Segundo o presidente da comissão de ética do PDT, Valdir Stédile, além do presidente do diretório estadual e candidato a vice na chapa de Roberto Requião (PMDB), Nelton Friedrich, compõem a executiva o vereador Jorge Bernardi e os deputados Edgar Bueno e Luiz Carlos Zuk, todos em campanha pela Assembléia Legislativa. ‘‘A executiva precisa se reunir para analisar o processo e abrir prazo para defesa. Acho impossível que isso ocorra antes de outubro’’, admitiu.
Mesmo depois das eleições, que motivaram o trabalho da comissão, Stédile acredita que o caso não perde força. Ela foi acionada para analisar o comportamento de cinco prefeitos que debandaram para apoiar a reeleição do governador Jaime Lerner (PFL), ao invés da defesa a Requião, coligado com o PDT.
Para evitar constrangimento - a comissão de ética pode sugerir advertência, troca do comando no partidos ou expulsão dos infiéis - os prefeitos de Londrina e de Céu Azul, Antonio Belinati e Rogério Pasquetti, respectivamente, deixaram a sigla. Mas o secretário de comunicação do PDT, Valmor Stédile, disse ontem que a desfiliação não impede a apreciação dos casos. O presidente da comissão de ética não quis adiantar que sugestão dará à executiva como forma de punir os prefeitos dissidentes de Pinhais, Siegfried Boving, de Ibema, Adelar Arrosi e de Matelândia, Onir Braghini.

mockup