Brasília - Um pedido da vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, atrasará em dez dias a análise do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a criação do PSD. Cureau requisitou ao tribunal a realização de diligências para que o partido explicasse as suspeitas de fraude em assinaturas de eleitores.
  O pedido foi negado pela relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, que, apesar disso, determinou a reabertura de prazo para que a Procuradoria Geral Eleitoral emita sua opinião final sobre a criação do PSD. ‘‘Indefiro o pedido de conversão do processo em diligência, porquanto o Ministério Público Eleitoral não explicita de maneira específica e fundamentada qual a diligência pretendida’’, diz a decisão de Andrighi.
  A vice-procuradora não chegou a detalhar o que pretendia, apenas pediu, genericamente, pelas realizações de diligências. ‘‘Há denúncias amplamente noticiadas pela imprensa, muitas das quais aportaram no Ministério Público Eleitoral em todo o território nacional, sobre supostas fraudes nas coletas de assinaturas nas listas de apoiamento’’, argumentou Cureau.
  Ela tinha um prazo até segunda-feira para analisar a documentação enviada pelo PSD no pedido de registro eleitoral e dizer se tudo está correto. Só então o TSE poderá formalizar, ou não, a criação do partido.
  A sigla de Kassab corre contra o tempo, pois precisa ter tudo formalizado até o dia 7 de outubro para que possa inscrever candidatos nas eleições municipais do ano que vem. Para concorrer, um político tem que estar filiado à sigla há pelo menos um ano.
  Como a procuradora havia se limitado a pedir a investigação, sem entrar no mérito da questão, foi ela mesmo que pediu a reabertura de prazo de dez dias. Agora, a Procuradoria Geral Eleitoral terá até o dia 20 de setembro para enviar seu parecer.

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