Análise da UEL pode sugerir auditoria na planilha
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O grupo de professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que faz a análise contábil da planilha do transporte coletivo apresenta hoje ao prefeito Barbosa Neto (PDT) o estudo técnico encomendado pelo pedetista há uma semana. De acordo com o coordenador dos trabalhos, o diretor do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa), Anísio Ribas Bueno Filho, a equipe deve sugerir à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) uma auditoria nos insumos que compõem a planilha, uma vez que o que será apresentado hoje ao chefe do Executivo, afirmou, será apenas um panorama geral. Se há eventual suspeição de alguns itens que alimentam a planilha, não sabemos, pois não a estamos auditando, resumiu. O documento também será entregue nesta manhã aos membros do Conselho de Administração (CA) da universidade.
A definição do coordenador dos trabalhos sobre a densidade da análise diverge daquela feita pelo reitor da universidade, Wilmar Marçal. Conforme a FOLHA noticiou na edição de sábado, até sexta à tarde os professores da área contábil trabalhavam com dados da planilha vigente, ou seja, a de 2006. Os dados da nova planilha, admitira o próprio presidente da CMTU, Lindomar Mota dos Santos, seriam encaminhados à universidade apenas anteontem.
Se Bueno Filho fala em panorama geral sobre os estudos apresentados pela CMTU, o reitor, ontem, indagado sobre a profundidade do levantamento em tão pouco tempo de estudo da nova planilha, Marçal defendeu que, dentro daquilo que foi pedido pelo prefeito, deu tempo sim, desse tipo de análise. Os professores ficaram full time (o tempo todo) dedicados a isso. Questionado sobre o que a comunidade externa pode esperar de uma análise contábil técnica e profunda, o reitor resumiu: Nem vi a planilha, sei que é um estudo metodológico e que vai ver se os números são atuais ou se precisam ter outras considerações. Não tenho uma resposta objetiva para dar vamos ter que aguardar o resultado.
Já o diretor do Cesa, para quem a decisão de reajuste ou não da tarifa é política e compete ao prefeito, e não técnica, por sugestão da UEL, para entender a relação entre o trabalho da instituição e a eventual aferição de novo preço para a tarifa do transporte há que se pensar a planilha como um dos instrumentos que auxiliam o custo final da passagem. Mas para chegar a esse custo é uma questão de política pública do prefeito: o que ele espera do transporte coletivo, o que entende ser importante para o município, qual a situação viária da cidade, e, claro, se o preço final é compatível à renda do usuário, explicou Bueno Filho. O fato é que cada item da planilha tem um mecanismo diferente de alimentação, e este precisaria de uma conferência in loco, ou mesmo de uma auditoria, em prazo maior, para se avaliar se está acontecendo adequada-mente, concluiu.
Segundo a FOLHA apurou, além da planilha, o grupo contábil que atua em setores de auditoria da universidade , composto ainda por um funcionário de carreira da Prefeitura, analisa também o contrato firmado em 2004 entre a CMTU e as concessionárias do transporte coletivo. Um dos aspectos até ontem à noite analisados, por exemplo, era justamente sobre se sugerir ou não a necessidade de o órgão gerenciador do sistema no caso, a CMTU aprimorar a coleta de dados a fim de se estabelecer um estudo comparativo entre o que é apresentado pelas empresas e o que é contratual.


