Anadyr diz que ação de corregedoria foi superestimada
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quarta-feira, 25 de abril de 2001
Eugênia Lopes De Brasília Agência Estado 
A corregedora-geral da União, Anadyr de Mendonça Rodrigues, reconheceu ontem que uma CPI para apurar irregularidades no governo tem mais poderes do que a corregedoria, criada há cerca de um mês pelo presidente Fernando Henrique. A declaração de Anadyr foi feita durante o seu depoimento à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A principal crítica dos senadores referiu-se ao fato de que a Corregedoria Geral da União foi criada pelo presidente apenas para tentar inibir a abertura da CPI da corrupção.
Não há possibilidade de criar uma corregedoria com os poderes largos e amplos de uma CPI, admitiu Anadyr. Ela observou que não há superposição entre as tarefas da corregedoria e de uma CPI. No meu ponto de vista pessoal não há superposição de funções da corregedoria e uma CPI , disse. Afirmou ainda que recebeu garantias do presidente de que terá o apoio necessário para fazer qualquer investigação.
Para Anadyr, as expectativas em torno da corregedoria foram superestimadas. Mesmo que as providências sejam pequenas e tópicas terão repercussão e o órgão não terá servido apenas como propaganda enganosa, sustentou. E fez um alerta: A corregedoria é um cheque em branco que pode se transformar em um cheque sem fundos se não forem apresentados resultados.
Os parlamentares também criticaram o fato de a atuação da Corregedoria estar restrita à apuração de casos no Executivo. O âmbito de atuação é o Executivo e sua atividade não é apurar e sim permitir que todos os aparelhos já existentes na administração pública façam a apuração, respondeu.


