Curitiba - Reivindicação constante das prefeituras do Paraná, a falta de recursos para o transporte escolar de alunos da rede estadual voltou a ser criticada pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP). O presidente da AMP e prefeito de Piraquara (município da Região Metropolitana de Curitiba), Gabriel Samaha, afirmou que apoia a decisão do prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald Ghisi, que, sem recursos, paralisou o serviço, que é responsabilidade do Estado. Segundo a AMP, mais municípios podem suspender o transporte escolar caso não haja mudanças.
Samaha lembrou, em nota, que o compromisso do governo estadual com o transporte escolar foi referendado em reunião realizada em fevereiro, na qual ficou garantido o repasse de R$ 80 milhões para o serviço durante todo este ano. O presidente da AMP cobrou uma ''solução urgente'' do Estado para o impasse. De acordo com dados da AMP, para transportar alunos da rede estadual o custo anual é de R$ 120 milhões. No ano passado, a Secretaria de Estado da Educação destinou R$ 58 milhões para o serviço.
Em resposta, o governo do Paraná emitiu nota reforçando que melhoria no transporte escolar é compromisso de gestão e que o governo ''está trabalhando para estabelecer uma política de repasse justa para as prefeituras''. A nota ressalta que há um repasse do governo federal, que em 2011 foi de R$ 21 milhões, totalizando R$ 79 milhões às prefeituras. ''Nos próximos dias os valores estarão calculados e os convênios com os 399 municípios serão elaborados, assinados e imediatamente pagos'', informa o documento.

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