AMP não pressionará deputados
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de agosto de 1997
Leandro Donatti e Patrícia Zanin 
A Associação dos Municípios do Paraná (AMP) desistiu de pressionar os deputados para reverter a posição deles na votação em segundo turno da emenda que prorroga o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), prevista para hoje, na Câmara dos Deputados. Vinte deputados do Paraná votaram a favor do FEF no primeiro turno, oito foram contra e dois se ausentaram. O acompanhamento da votação ficará por conta da Associação Brasileira dos Municípios. Desta vez, a AMP não pretende promover uma caravana a Brasília.
A decisão foi tomada ontem em Curitiba, durante reunião do presidente da AMP e prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB), presidentes de associações microrregionais e deputados estaduais. Para Zé do Carmo, o ressarcimento de até 70% das perdas causadas pela prorrogação do FEF representa uma vitória parcial. Os municípios queriam o divórcio; queriam que o governo ficasse com o FEF e separasse os municípios. O divórcio só não foi total porque não houve engajamento de todo municipalismo nacional, acredita.
A AMP pretende agora batalhar por mais recursos na saúde e educação. Podemos até perder com o FEF, mas não vamos abrir mão dos recursos que temos direito nessas duas áreas, anunciou. Segundo ele, os prefeitos pretendem garantir o repasse integral dos recursos gastos com a municipalização dos setores. O governo descentralizou, mas as prefeituras estão arcando com um ônus que não é delas, reclamou.
O prefeito de Curitiba e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba, Cássio Taniguchi (PDT), defende formas criativas de aumentar a receita das prefeituras. Ele sugere o recadastramento geral de imóveis para se ter um controle na cobrança do IPTU, desenvolvimento de planos comunitários para aliviar o orçamento das prefeituras - comunidades dividem despesas e responsabilidades nos projetos -, além de cobrança de serviços antes não taxados pelas prefeituras.


