FLORIANÓPOLIS - O senador Esperidião Amin (PPB-SC) propôs anteontem a realização de uma acareação entre a corretora Trader, a distribuidora Paper e o Bradesco para esclarecer o envolvimento das três instituições no escândalo dos precatórios.
Amin repetiu as acusações feitas pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), relator da CPI, e negadas pelo Bradesco, de que a Paper e a Trader executavam ordens do banco ao comprar títulos públicos no mercado. No caso da Trader, que negociava com os papéis de Santa Catarina, a operação só não foi concretizada porque o Banco Central, a pedido da CPI, paralisou as transações.
O senador afirmou que a participação da Paper está comprovada pela CPI e o envolvimento da Trader foi denunciado por um funcionário em reunião reservada com integrantes da comissão. Essa reunião teve como testemunha pessoas do Senado, Banco Central, e do Tribunal de Contas da União (TCU).
Segundo o senador catarinense, o envolvimento do Bradesco como comprador final de títulos públicos, comprova o que a CPI vem falando desde o início da investigação: operações com papéis públicos fazem parte de um jogo de cartas marcadas.
Amin disse ainda que na sexta-feira à noite foi comunicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do indeferimento do pedido feito pelo governo de Santa Catarina de prosseguir com as operações com títulos que estão na mira das investigações da CPI.
Quando o Banco Central, atendendo recomendação da CPI, suspendeu as operações, o governo de Santa Catarina entrou com recurso no STF. Informalmente, continuou realizando as operações de financiamento dos títulos com as corretoras Trader e Cedro e o Banco Porto Seguro.

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