Amigos lembram estilo polêmico e contestador
Curitiba - Para o chefe da Casa Civil, Caito Quintana, que dividiu a tribuna da Assembléia Legislativa com o empresário Erondy Silvério, o ex-parlamentar era o fiel da balança. Tinha conhecimento do Regimento Interno da Casa e era o contraponto de Anibal Khury dentro da Assembléia Legislativa. ''Ele era um contestador. Tinha argumentos baseados no regimento e não admitia desrespeito às normas internas'', lembrou Caito. O jornalista Silvio Sebastiani estava emocionado ontem. Ele foi assessor de Silvério em 1968. ''Ele enfrentou e segurou firme a Assembléia Legislativa na época do governo militar. Era um lutador. Foi um dos homens mais poderosos do Paraná'', disse Sebastiani.
O líder do governo Roberto Requião, Dobrandino Gustavo da Silva (PMDB), lembrou que o ex-parlamentar era atuante. ''Fiquei apenas dois anos com ele na Assembléia, mas aprendi com ele. Era um homem de posições claras. Travava longos embates na Casa'', disse. O vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) esteve ao lado de Silvério por três mandatos. ''Ele era um fera, uma cobra dentro do plenário. Conhecia como ninguém o regimento interno da casa. Detalhes que só ele conhecia para vencer uma questão de ordem. E vencia'', lembrou Pessuti. Silvério tinha costume de andar sempre com um terno de linho branco. ''Era uma marca dele. Assim como o jeans e o jaquetão azul do governador Requião'', observou o vice-governador.
Silvério também tinha atuação no esporte. Foi dirigente do Pinheiros e participou da fundação do Paraná Clube (quando o Pinheiros e o Colorado se fundiram). (L.P.)





