Amigos e familiares pedem justiça
Curitiba - Mesmo com a porta da sala onde aconteceu a audiência do caso Fernando Ribas Carli Filho fechada durante todo o dia, amigos e familiares das vítimas do acidente não deixaram o local. Muitos vestiam camisetas com fotos de Gilmar Rafael Yared ou com os dizeres ''190 km/h é crime''. ''Estou aqui porque quero que o caso vá para júri popular'', declarou Sônia Borges, uma das melhores amigas de Rafael.
A mãe de Carlos Murilo de Almeida, outra vítima do acidente, Vera de Almeida, entrou no prédio escoltada por uma amiga e pelos advogados. Disse que está passando por ''muito sofrimento''. ''Quero que a Justiça seja feita'', declarou.
Nem ela nem a mãe de Rafael, Cristiane Yared, acompanharam os depoimentos. ''Não tenho condição emocional de ouvir as testemunhas'', disse Cristiane. Ela não se abalou com a ausência do ex-deputado. E voltou a pedir justiça. ''Meu filho teve seu momento de dor. Nós tivemos nosso momento de dor. Agora é o momento dele de responder à Justiça'', disse.
Já o pai de Rafael, Gilmar Yared, participou da audiência e ficou frustrado com a ausência do ex-deputado. ''Não vejo a hora de encarar ele nos olhos'', disse. Mas adiantou que ''não tem nada a dizer'' a Carli Filho.
''O que me preocupa é a leitura que os jovens farão desse julgamento. Se não der em nada, que mensagem estamos passando a eles?'' Yared também afirmou que espera a condenação de Carli Filho para que ''os pais possam dormir em paz sabendo que seus filhos retornarão para casa''. ''Que os pais possam dormir sem ser acordados de madrugada por agentes funerários, como nós fomos, que nos comunicaram a morte do nosso filho'', desabafou.
Já o porteiro João Batista Silveira esteve no tribunal para protestar contra a violência no trânsito e ''dar apoio a Cristiane''. Ele perdeu o filho Willian, de 19 anos, em 2008. O rapaz ia para o trabalho de moto quando foi atropelado por um caminhão que teria avançado no sinal vermelho. (R.C.F.)





