Amigo do presidente fatura R$ 24 mil no comando do Sesi
São Paulo - Desde que assumiu o Palácio do Planalto, em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) montou uma força-tarefa de ex-sindicalistas de sua extrema confiança e os colocou em cargos estratégicos do governo, com altos salários, à frente de postos estratégicos para o País. Boa parte desse núcleo de confiança do presidente é formada por companheiros de sindicalismo que frequentaram as portas de fábricas, levando a bandeira do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, nas décadas de 70 e 80, e fundaram o PT e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Nos postos oferecidos por Lula, os ex-sindicalistas recebem remuneração média de R$ 7 mil. Representando fundos de pensão em empresas privadas, porém, alguns chegam a ganhar jetons de até R$ 20 mil. Os amigos foram inseridos na máquina e em postos anexos. O companheiro Jair Antônio Meneguelli é um bom exemplo de aliado que não foi esquecido. Dois meses depois de assumir o governo, em 2003, Lula o nomeou para comandar o Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (Sesi), entidade ligada ao mais alto escalão do empresariado brasileiro, com um salário de R$ 24 mil. O regimento da instituição determina que o presidente faça a nomeação.
Funcionário da Ford, em São Bernardo, ele filiou-se ao sindicato em 1977.
Três anos depois, ele ajudava a criar o Partido dos Trabalhadores, já como amigo de Lula, que acabou o indicando para ocupar a presidência do sindicato, em 1981. Em 1983, Meneguelli tornou-se o primeiro presidente da maior central sindical do País, a CUT, posto que ocupou por 11 anos. (Ricardo Brandt/Agência Estado)





