Em clima pré-eleitoral, a Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar), que congrega 21 municípios do Norte, já negociou as dívidas com 11 fornecedores da entidade que haviam protestados títulos em cartórios de Londrina. A informação é do secretário executivo Amauri Panissa, que desde maio de 2000 acumula também o cargo de presidente da entidade.
‘‘Este episódio já foi superado. Falta apenas resgatar os títulos nos cartórios, o que já está sendo providenciado ’’, afirmou Panissa. Segundo ele, o problema foi ocasionado por ‘‘problemas operacionais’’ e ‘‘não deve voltar a acontecer’’, segundo o dirigente. Ele não soube precisar o valor total dos títulos, mas garantiu que é um valor ‘‘pequeno’’, referente a dívidas contraídas na compra de material de escritório.
O episódio pode esquentar a campanha dos dois virtuais candidatos à presidência da associação. A eleição ocorre na sexta-feira e opõe o prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB), e o prefeito de Bela Vista do Paraíso, Antonio Roberto Pereira Pimenta (PSDB). Garcia tenta a reeleição (em maio de 2000 ele teve que se descompatilizar para concorrer à reeleição de prefeito e desde então está licenciado da Amepar).
Os problemas financeiros da Amepar e das outras associações regionais de municipios podem se agravar ainda mais este ano, caso o governo estadual não substitua o extinto auxílio financeiro concedido pelo Programa Paraná Urbano. A extinção deste repasse é um dos pontos atacados pela onda de austeridade que marcou os últimos meses do governo Lerner.
Os recursos custeavam um terço das despesas da entidade, estimadas em R$ 14 mil mensais. A estrutura da Amepar – apenas cinco funcionários em três salas – pode ter que ser enxugada. Dois terços da receita da entidade provêm do pagamento de mensalidades pelas prefeituras. As cotas variam de R$ 193,00 à R$ 2 mil, conforme a população do município. A Folha apurou que pelo menos um município não paga as mensalidades desde meados do ano passado.

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